Aprovado na CCJ, projeto do Delegado Zucco que propõe política estadual de combate à pirataria no RS
Foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira (1º), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o projeto de Lei 403/2024, de autoria do deputado Delegado Zucco (Republicanos). A proposta institui a Política Estadual de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual e agora segue para análise nas comissões de mérito da Casa.
O objetivo central da proposta é fortalecer as ações de combate à pirataria, contrabando, sonegação fiscal e demais infrações contra marcas, patentes e direitos autorais. A iniciativa prevê medidas como investigações integradas, fiscalização, campanhas educativas e penalidades administrativas.
“A pirataria é um crime silencioso que impacta diretamente na saúde do consumidor, destrói empregos e financia a economia ilegal. O Rio Grande do Sul precisa se antecipar com uma política estadual firme, moderna e articulada”, afirmou Zucco após a aprovação.
Dados reforçam urgência da proposta
De acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria, os prejuízos provocados por produtos falsificados e contrabandeados chegaram a R$ 468 bilhões em 2024 no Brasil — número que representa perdas em vendas para a indústria e o varejo, além de impostos não recolhidos. O levantamento mostra um crescimento alarmante: o valor é quatro vezes maior que o registrado em 2014, quando a série histórica começou.
Desse total, 6% têm origem no Rio Grande do Sul, o que representa mais de R$ 28 bilhões de impacto negativo na economia gaúcha. Os dados reforçam a importância de uma legislação estadual específica e de ações coordenadas entre os entes federativos.
Principais diretrizes do projeto
Definição e objetivos:
O PL define pirataria como qualquer violação de direitos autorais, nos termos do Código Penal e da Lei Federal nº 9.610/1998. Estabelece diretrizes para prevenir e reprimir práticas ilegais, por meio de ações como levantamentos estatísticos, campanhas educativas, apoio a investigações e cooperação com municípios e órgãos federais.
Medidas previstas:
- Criação de um banco de dados integrado ao sistema de segurança pública;
- Fiscalizações em portos, aeroportos, fronteiras e rodovias;
- Treinamento de agentes públicos e incentivo a operações especiais.
Sanções e penalidades:
- Aplicação de multas, apreensão e perdimento de mercadorias falsificadas ou contrabandeadas;
- Possibilidade de interdição parcial ou total de estabelecimentos;
- Recursos arrecadados com multas serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.
Conselho e campanhas:
- Criação do Conselho Estadual de Combate à Informalidade (CECOI);
- Desenvolvimento de campanhas educativas para conscientizar consumidores e inibir o consumo de produtos ilegais.
Próximos passos na tramitação
Após passar pelas comissões de mérito, o projeto será encaminhado ao plenário da Assembleia Legislativa para votação final.
Caso aprovado, o Rio Grande do Sul poderá contar com uma legislação própria e estruturada no combate à pirataria e na proteção da propriedade intelectual.

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